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Arquivo de outubro, 2008

31/10/2008 - 17:37

COMBUSTÍVEL NAS VEIAS

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Experimente juntar a última etapa do Mundial de Fórmula 1, um brasileiro com chances de conquistar o título e a corrida disputada no Brasil. São ingredientes suficientes para fazer do fim de semana que vem um momento especial para quem gosta de velocidade.

É a décima vez que trabalho na cobertura do GP do Brasil de F-1. Já ficou claro nesta sexta-feira que a prova de 2008 é especial. Como não sou especialista no assunto, deixo aqui comentários do meu companheiro de Rádio Bandeirantes, Celso Miranda, um dos jornalistas que mais conhecem o esporte a motor no Brasil.

Primeiro, é claro, a opinião sobre a corrida: Felipe Massa ganha. Líder do campeonato, o inglês Lewis Hamilton já começou errando nos treinos e deve dar muita emoção ao público, pois vai mostrar que sente toda a pressão que vem sofrendo.

E o título? Hamilton deve ser campeão.

Para finalizar, o futuro dos brasileiros: Massa sai fortalecido no ambiente da F-1 independente do resultado deste fim de semana. O brasileiro entrou no rol de pilotos de primeira linha. Nelsinho merece mesmo uma segunda chance, mas o ideal seria competir em outra equipe para evoluir mais num clima diferente do que ele vive na Renault. E Rubinho deve deixar a categoria, o que é um desperdício pela experiência que ele tem e pela vontade do brasileiro em um momento de mudanças técnicas na F-1.

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29/10/2008 - 01:54

ÍDOLOS NO COMANDO

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Não existe fórmula para o sucesso de uma seleção nacional, mas muitas vezes os dirigentes recorrem a grande ídolos nacionais em momentos de aflição. É o que faz a Associação do Futebol Argentino (AFA) com a contratação de Diego Armando Maradona.

É desnecessário falar da paixão dos argentinos pelo craque e do que ele representa para o futebol no país. O importante é saber se Dieguito vai conseguir se controlar em vários sentidos. Como torcedor, ele costuma fazer críticas muito duras aos jogadores da equipe argentina, que podem estragar o ambiente de um grupo ou o clima com um atleta.

Outra coisa importante é saber conviver com palpites e discordâncias que vão aparecer durante o trabalho com um supervisor como Carlos Billardo, técnico campeão do mundo em 86, e com os ex-companheiros de seleção Sergio Batista, José Luis Brown e Pedro Troglio, que farão parte do novo corpo técnico.

Sâo todos amigos queridos, gente que Diego respeita muito. A diferença é que Maradona tinha uma capacidade incrível de tomar as decisões certas e resolver as partidas como craque dentro de campo. Vai ser mais difícil como treinador.

De modo geral, os brasileiros não têm boas lembranças do trabalho de Falcão no começo dos anos 90 e ainda desconfiam de Dunga no comando da seleção. Klinsmann foi além das expectativas à frente da Alemanha. Eu não aposto em Maradona, mas vou adorar vê-lo em ação novamente.

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27/10/2008 - 19:13

DILEMA

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A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) apresentou nesta segunda-feira a 15a edição da Superliga com grandes atrações na temporada 2008-09. A entidade anuncia o repatriamento de 43 atletas, 15 no feminino e 28 no masculino, e comemora a organização do melhor campeonato feminino do mundo e um dos melhores entre os homens.

O importante agora é garantir o intercâmbio com profissionais de outros países, jogadores e treinadores. O Brasil é potência no vôlei mundial e tem trabalho de excelência em vários clubes, mas o isolamento pode custar caro  no prazo médio.

Com poucos atletas das nossas seleções atuando na Europa, o próximo passo será atrair estrangeiros para os clubes nacionais e assim garantir a troca de informações e experiências que é fundamental para o desenvolvimento da modalidade e a manutenção dos resultados obtidos nos últimos anos pelo vôlei brasileiro.

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25/10/2008 - 17:17

O RETORNO

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É bonito ver um grande time do futebol brasileiro comemorar o retorno à primeira divisão, como fez o Corinthians neste sábado e como fizeram nos últimos anos Palmeiras, Botafogo, Grêmio e Atlético-MG. Foi uma temporada muito sofrida para o torcedor, que comemorou de fato pela primeira vez depois do jogo contra o Ceará.

Depois do sofrimento pela queda, o time criou a expectativa de uma boa campanha no Paulistão, mas ficou de fora das finais. Deixou o torcedor confiante no título da Copa do Brasil, mas foi superado no último instante pelo Sport.

Uma coisa, no entanto, nunca se questionou: o retorno do time à primeira divisão. A equipe esteve o tempo todo firme no caminho da Série A de 2009. E esse era o grande objetivo no planejamento do técnico Mano Menezes, principal responsável pelo sucesso na temporada.

O treinador reconstruiu o time, com reparos nos erros cometidos na primeira leva de contratações e manteve a tranqüilidade do grupo nos momentos mais tensos. Soube conduzir o Corinthians em uma saudável rotina a que já estamos acostumados no futebol brasileiro. Times grandes caem sim. E retornam em velocidade proporcional à grandeza que têm.

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23/10/2008 - 02:10

EQUILÍBRIO EMOCIONAL

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Não basta ter boa técnica e aprimorar a condição física. Para ser um profissional do futebol é preciso ter equilíbrio emocional. Dentro das quatro linhas os limites para provocações são maiores do que no convívio do dia-dia e os jogadores devem saber disso.

Manter a calma no momento tenso de um jogo de decisivo pode fazer toda a diferença para o resultado final. Foi decepcionante ver as reações de alguns jogadores do Palmeiras ao final da partida desta quarta-feira pela Copa Sul-americana vencida pelo Argentinos Juniors por 1×0.

Léo Lima e Diego Souza partiram para a briga com alguns atletas do time argentino, provocando tumulto generalizado. Além do risco de não serem suspensos e não atuarem no jogo de volta, os dois criaram um clima terrível para o time no jogo de Buenos Aires.

Sem contar que durante o jogo o meia Evandro foi expulso por causa de um empurrão sem sentido em um atleta argentino e Gladstone ganhou cartão vermelho depois de entrada absurda em um adversário. Se não controlar os nervos, o Palmeiras não vai brigar pelo título brasileiro.

Muitos jogadores atribuíram o descontrole aos erros da arbitragem. Não é desculpa para sair brigando, embora sejam procedentes as reclamações com relação ao gol de falta não dado no primeiro tempo e a absurda adiantada do goleiro Torrico para defender o pênalti cobrado por Diego Souza.

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20/10/2008 - 20:43

IMAGENS

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O Superior Tribunal de Justiça Desportiva ganhou a notoriedade que tem hoje há tres ou quatro anos. Em 2004, o tribunal ajudou o futebol brasileiro a educar torcedores com as punições de perda de mando de campo quando objetos eram atirados nos gramados ou quando os campos eram invadidos. No ano seguinte, o STJD foi alvo de críticas ao decidir, sem a análise de cada jogo, que 11 partidas fossem disputadas novamente no Brasileirão por causa da suposta influência da Máfia do Apito.

Nos últimos anos, o comando mudou, mas polêmicas continuaram. Algumas tinham mais a ver com a legislação, que deixa um abismo entre a maior punição para jogada hostil e a menor pena para agressão, quando a diferença na prática pode ser muito pequena.

Agora , no entanto, o problema é a febre de denúncias por imagens. Cada jogo tem muitas câmeras e é papel dos procuradores observar os lances que fugiram à visão da arbitragem. O que não se pode fazer é levar para o tribunal o que os árbitros já viram e interpretaram.

Se o responsável pelo apito viu a jogada e decidiu por um cartão amarelo, por exemplo, não cabe ao STJD rever o assunto para determinar uma eventual punição. Faz parte do trabalho do árbitro conhecer as regras e aplicá-las de acordo com a interpretação dos lances. Se não fizer isso direito, que seja punido pela Comissão de Arbitragem.

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19/10/2008 - 22:53

A RETA FINAL

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Se algum time tivesse disparado e estivesse perto do título a esta altura do Campeonato Brasileiro, os críticos ao sistema de disputa por pontos corridos estariam bravos, saudosos das fórmulas que classificavam vários times para uma fase decisiva com confrontos eliminatórios.

Com cinco gigantes separados por apenas quatro pontos, o Brasileirão 2008 promete muita emoção nas oito rodadas finais. A briga também é boa na zona do rebaixamento, com troca constante de integrantes no grupo dos quatro piores.

Muitos dos protagonistas da competição já estão vibrando com o nível de disputa dos jogos das últimas rodadas. Do que pude ver neste fim de semana, valeram o ingresso os duelos Botafogo 0x1 Santos, Palmeiras 2×2 São Paulo, Portuguesa 2×0 Grêmio e Vasco 0x1 Flamengo.

Foram 25 gols em 10 partidas, uma ótima média na 30a rodada. Daqui pra frente, a tendência é que a luta por pontos compense a deficiência técnica e deixe os jogos do Brasileirão muito bons de assistir.

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19/10/2008 - 12:32

HORÁRIO POLÍTICO

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Depois de horas emocionado com a final da Copa do Mundo de Futsal, eu queria ver o Brasil levantando a taça no Maracanãzinho com a vitória nos pênaltis sobre a Espanha. Fui salvo pela TV a cabo. Quem não tinha a opção perdeu o ponto alto da festa por causa do horário polítoco obrigatório em várias cidades grandes do país. Sinceramente, não é dessa maneira que eu escolho em quem vou votar. Em pleno século XXI, voto obrigatgório e horário político são coisas muito esquisitas.

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19/10/2008 - 12:27

TÉCNICOS

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Émerson Leão e Cuca têm certamente muito mais experiência e são mais reconhecidos do que Márcio Fernandes, mas nenhum deles foi capaz de fazer o Santos jogar melhor este ano do que nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro.

A partida contra o Botafogo não foi fácil e o domínio santista no segundo tempo fez da vitória por 1×0 um resultado mais do que merecido, com o ótimo retorno de Fábio Costa e as ausências importantes de Fabiano Eller e Kléber Pereira.

Trabalhando de forma simples, Márcio Fernandes recuperou a confiança dos jogadores e tirou o Santos de uma séria ameaça de rebaixamento no Brasileirão-08.

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16/10/2008 - 01:05

E OS VOLANTES?

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Kaká não foi suficiente para resolver o jogo contra a Colômbia, embora tenha sido o destaque do Brasil nesta quarta, no Maracanã. Embora Jô tenha se confirmado como opção de pouco rendimento para o ataque, o maior problema da seleção segue sendo a dupla de volantes.

Em casa, contra times retrancados, Gilberto Silva e Josué ficam invariavelmente sem função. Não conseguem ajudar na armação como deveriam e deixam meias e laterais sobrecarregados. Quando têm que marcar, saem correndo atrás dos contra-ataques adversários e pouco aliviam os zagueiros.

A situação está escancarada há algum tempo e não há sinal de mudança por parte da comissão técnica. O próximo jogo é o amistoso contra Portugal, ótima oportunidade para testes e observações. E a encrenca pode ser maior contra a Itália, provável primeiro adversário em 2009.

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