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24/03/2009 - 21:52

A FAVOR

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Concordo com a proposta de Palmeiras, Santos, Fluminense, Cruzeiro, Botafogo e Bahia, que querem uma contagem única para títulos nacionais, incluindo as edições da Taça Brasil e do Robertão (Roberto Gomes Pedrosa), competições anteriores a 1971, quando a CBD (entidade que antecedeu a CBF), instituiu o Campeonato Brasileiro.

A despeito de os dois torneios terem sido disputados de forma simultânea em 67 e 68, representaram a ideia de encontro nacional que daria origem ao Brasileirão que conhecemos hoje. Mesmo esse Brasileirão, sofreu muitas mudanças ao longo dos anos, mas o valor dado às conquistas é o mesmo. Não considerar Taça Brasil e Robertão é o mesmo que menosprezar os estaduais do começo do século XX ou a primeira Libertadores, que tinha apenas sete clubes.

Mais importante que a quantidade é o contexto em que cada um desses campeonatos esteve inserido. Melhor do que esquecer a história, é contá-la e explicá-la.

Autor: - Categoria(s): Brasileirão Tags: , , , , , , ,
23/12/2008 - 11:06

CAMPEÕES DE BILHETERIA

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Paixão tem limites. Até para um torcedor de futebol. O desempenho do time é fundamental para que um clube possa garantir grandes públicos e encher os cofres com boas rendas. É o que mostram os números do levantamento completo feito por Ivan Rizzo, especialista em controle de acesso a estádios de futebol. Os dados são públicos, divulgados por Conmebol, CBF, federações estaduais e clubes. Apenas algumas partidas da Libertadores e da Sul-americana tiveram dados colhidos na imprensa.

Foram analisadas variáveis como total de público, renda, tíquete médio (divisão do total de renda pelo total de público que indica o valor médio do ingresso cobrado ao longo do ano) e ainda o importante potencial de arrecadação com as bilheterias. Cada clube lida com o assunto de forma diferente. Para alguns, trata-se de receita fundamental. Para outros, apoio importante para resultados dentro de campo.
 
Gigantes como o campeão de bilheteria Flamengo ou o campeão brasileiro São Paulo ainda não estão próximos do potencial de renda, que pressupõe estádios cheios em todos os jogos da temporada e o valor do tíquete médio cobrado em 2008. O Fla foi o recordista brasileiro de renda na temporada com mais de 25 milhões de reais para mais de 40 milhões de reais de potencial. Para o tricolor paulista, a renda foi de mais de 16 milhões de reais para um potencial que passa dos 50 milhões. Encher o estádio em todas as rodadas como mandante parece impossível, mas os números dão a noção do espaço que existe para crescimento.
 
E para falar em desempenho, vamos ver alguns exemplos dos efeitos de vitórias ao longo do ano. Vice da Libertadores, o Fluminense viu o seu público médio subir 54% para 23.970 com a segunda maior renda da temporada, atrás apenas do Flamengo. Finalista da Copa do Brasil e campeão da Série B, o Corinthians dobrou a renda total e teve aumento de 39% no público, com média de mais de 26 mil torcedores superando o tricampeão brasileiro em renda total.
 
Também entre os clubes mais populares do Brasil, o Flamengo conseguiu a proeza de quase dobrar o grande público que teve em 2007, de 877.826 para 1.453.477 este ano. Sem a Fonte Nova, o Bahia teve queda de 86% no público. Já o Palmeiras, apesar de não aparecer entre os 10 primeiros no total de torcedores, foi o quinto em renda, com um dos maiores números de tíquete médio do Brasil, no valor de R$ 28,62.

Veja os gráficos e tabelas com os dados de público e renda das principais equipes do Brasil:

** Dados ausentes indicam que o clube não figurou nas lista de 10 maiores públicos ou rendas do ano.

Autor: - Categoria(s): Brasileirão, Série B Tags: , , , , ,
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